"El Castelhano"

Mientras preparaba el B2 de portugués hace un par de años escribí este cuentecillo de terror.

Enquanto estava a estudar para o exame do B2 de português há dois anos escreví esta pequena história de terror.

Foi na altura da noite do São João do 1937 que disse isto se passou. Ainda vivem numa pequena aldeia do município de Bragança, já muito idosas, as que sendo meninas conheceram a história de  “El Castelhano”, mas ainda passados mais de 80 anos não gostam de falar apesar do longínquo da data em que aconteceu.

Ele chamava-se Manuel Alcantarilla e nascera numa fazenda em Villalar no 1915, filho duns camponeses que fizeram algum bom dinheiro na Argentina, mas enquanto morou em Portugal foi nomeado “El Castelhano” pela sua origem. Ele cruzara a fronteira em novembro de 1936 para fugir da Guerra Civil espanhola mas não havia pessoa nenhuma quem soubesse com certeza a sua história. Uns diziam que ele fora militante do anarquismo e que os fascistas queriam-o prender, mas outros pensavam que ele era um rico que ficou na ruína porque os comunistas tiraram-lhe a fazenda, mas tudo era falar por falar e inventar já que ninguém conhecia a verdade.

Por meses esteve “El Castelhano” a morar na vila de Bragança, sem trabalho conhecido mas a gastar muito dinheiro em festas e vinhos. Ele era mesmo bonito, muito cortês  e espantoso dançarino e as mulheres da sua idade ficavam namoradas pelo seu charme. Os outros jovens da vila piraram da cabeça quando ele se namorara com a Joana, uma moça de 18 anos de formosa cabeleira castanha e grandes olhos pretos, muito meiga ela, de facções de muita beleza e, também, filha dum rico comerciante da vila e sobrinha também do autarca dum município vizinho. O pai da moça não ficava contente, mas ele já pensara em mandar a sua filha a estudar na Universidade de Coimbra após o verão e tinha a certeza de que ela teria de esquecer-se lá daquele namorado que só gastava dinheiro em tabernas.

Foi na manhã do 22 de junho que o pai disse à filha que tinha uma vaga na Universidade e que no mês de agosto ela teria de deslocar-se já para a casa de uns primos em Coimbra onde havia de morar enquanto estudava. A moça sentiu-se confusa, ela gostava de seu namorado mas também a ideia de conhecer uma nova cidade e de poder atingir um trabalho como doutora em medicina eram coisas que ela via atrativas.

A Joana foi falar com “El Castelhano” para lhe contar as novas sobre os seus estudos mas este não gostou. Ele falou sapos e culebras do pai e das mulheres que queriam estudar e trabalhar e, após isso, fez uma proposta a Joana: roubar o dinheiro e as jóias da família e fugir juntos num barco até o Brasil ou a Cuba. A moça não entendeu e ficou machucada pelas palavras do seu namorado.

Nessa noite do 22 de junho alguns vizinhos da vila ouviram na noite um cavalo a correr muito rápido. Na manhã do 23 os gritos duma mulher atingiram os ouvidos da população, era a criada da família da Joana que nessa manhã achou ela e o pai mortos, com duas facadas nas costas. Os vizinhos foram na procura do namorado mas nem ele nem coisa alguma das suas pertenças puderam achar. A notícia correu bem as pressas e não tardou em ser conhecida pelo tio da Joana, que ordenou que a polícia toda começara a procura do suspeito criminoso. Os homens das duas vilas foram na caça do nomeado assassino, uns por sentido da justiça e outros com ideia de receber algum pagamento do rico autarca, destrozado pela dor da morte de seu irmão e sua sobrinha. O poder daquele homem era muito, e até o engenheiro Álvaro da Lima Henriques foi avisado para procurar ao criminoso nos comboios e estações de todo Portugal. Mas “El Castelhano” era muito esperto em fugidas e por isso escolheu percorrer os montes nos lombos dum cavalo, imitando a forma que usara para fugir até Portugal. Ele cavalgou até que o animal ficou sem forças e, sabendo que estariam já na sua procura, decidiu seguir a caminhar. Ele sabia  que tinha de esquivar as grandes vilas para fugir da a polícia, e a sua ideia era chegar até o sul e pegar um barco até Marrocos, morar no Tânger enquanto gastava o dinheiro roubado.

Quando começou a caminhar a névoa tingiu de gris o ar ao redor dele e os caminhos voltaram-se confusos. O fugitivo começou a sentir que as coisas estavam a se lhe trocar na contra. Por seis horas ele andou por caminhos entre os pinheiros até que viu um velho cruzeiro que conhecia muito bem, e então compreendeu que estava a caminhar na direção contrária, e que desfizera o caminho ganhado. A névoa era cada vez mais fechada e o sol começava a se ocultar. As muitas horas de caminho e carga faziam que “El Castelhano” tivesse dores nos joelhos e ficava já fatigado. Quando a noite pintou o céu de cores pretas ele já não fazia ideia de que caminho seguir e decidiu procurar um abrigo onde dormir. Ele achou uma cova e decidiu guardar-se nela.

Dizem as que recordam ainda essa noite do São João que os lobos uivaram a noite toda. No dia seguinte um grupo de homens que procuravam ao fugitivo acharam o seu corpo fora da cova onde se escondera. Alguém tinha tirado a língua da sua boca e metera-lhe as jóias dentro dela. Os seus olhos mortos tinham ainda o reflexo do medo aterrador. Há quem pensa que foi algum amigo das vítimas quem lhe deu tal morte, mas também há quem diz que na noite do São João as almas dos defuntos andam pela terra, e algumas têm contas que saldar.

Musiqueando 16 (20200210)

Antes de comenzar con la entrada quería disculparme por teneros sin publicar más de un mes. Estoy con mil cosas en la cabeza esta temporada y no tengo apenas tiempo para escribir, cuando pase el estrés volveré a publicar más asiduamente.

Que escuchar música es un placer es algo que comparten todos los que leen el Musiqueando, porque si no ¿para qué lo leerían? Casi podría apostar además que un alto porcentaje de esas personas además encuentran placer en la lectura ¿por qué no combinarlos? La literatura ha sido inspiración de muchas obras musicales. Desde El Cantar de los Nibelungos inspirando a Wagner para su serie de óperas épicas pasando por Kate Bush revisando Cumbres Borrascosas de Emily Brontë, por Leonard Cohen adaptando a Lorca siguiendo la estela de otros muchos cantautores españoles, por Blind Guardian lanzándose al Silmarillion de Tolkien como años antes lo habían hecho Led Zeppelin o por la excelencia progresiva de Rush nutridos por los panfletos de Ayn Rand que extrañamente encantaban al recientemente fallecido Neil Peart. Hoy vamos a dar un repaso a varios discos conceptuales basados en discos e intentaré no caer en los más tópicos.

Seguramente cuando uno piensa en libros que inspiran discos de rock El Estado y la Revolución de Lenin no aparezca entre las opciones más obvias, pero allá por 2011 los catalanes Eina lo usaron como inspiración para los temas de L’Estat i la Revolució. Nacidos de las cenizas de la mítica banda de punk Inadaptats ya habían publicado previamente otro disco conceptual en 2008: L’Art de la Guerra, inspirado por la obra del militar chino Tsun Tzu. El sonido de la banda es un rock directo y bastante melódico, con mucha fusión, tomando elementos del rap metal, el indie, el punk o la electrónica y cantado siempre en catalán.

Cuando un grupo se inspira en una obra literaria cuyos derechos de autor todavía no han pasado al dominio público puede tener que verse las caras con la desaprobación de los autores o sus herederos… y luego está el caso de Michael Moorcock, que no solo no tenía problema en que lo hiciesen sino que además se acercaba a colaborar con las bandas dado que él también había sido picado por el gusanillo musical (tuvo su propio proyecto en los 70: Michael Moorcock & The Deep Fix). Colaboró con Blue Oyster Cult, con el colectivo Spirits Burning pero, sobre todo, lo hizo con Hawkwind. Los psicodélicos ingleses ya habían inspirado más de una canción en la obra de su buen amigo, quien a cambio les convirtió en personajes literarios en su novela The Time of the Hawklords, pero en 1985, con una formación en la que ya solo quedaba Dave Brock de la alineación original, le dedicaron un disco entero: The Chronicle of the Black Sword. El disco originalmente se iba a llamar Stormbringer pero decidieron no hacerlo para evitar confusiones con una conocida obra anterior de Deep Purple. Está inspirado por la saga de novelas de la saga de Elric de Melniboné aunque también menciona en un tema a Jerry Cornelius, otro personaje de Moorcock y cuenta con una letra del propio autor para el tema Sleep of a Thousand Tears. El grupo en este disco lleva su clásico space rock psicodélico a sonoridades más duras y hard rockeras para surfear la ola del heavy metal imperante en la época.

A mediados de los años 70 un productor, técnico de sonido y teclista de sesión llamado Alan Parson decidió lanzarse a grabar un disco conceptual basado en la obra de Edgar Allan Poe. Sería este el génesis de The Alan Parson’s Project y de su disco debut Tales of Mistery and Imagination. Para ello decidió juntarse con otro teclista, Eric Woolfson, contratar como músicos de apoyo a los miembros de las bandas Pilot y Ambrosia y también a un teclista más que sería Francis Monkman (de los pioneros del rock con ínfulas de música clásica Curved Air y Sky) e invitar a cuatro cantantes: el actor Leonard Whiting, el pionero del shock rock Arthur Brown, el entonces muy popular John Miles y el ex-The Hollies Terry Sylvester, además de los coros de un Jack Harris que sería colaborador habitual de la banda en futuros discos. En la edición original se obvió una narración de Orson Welles como preludio a varios temas que se recuperaría en la reedición de 1987 para su primer lanzamiento en cd. El disco nos presenta un sonido progresivo extremadamente elaborado, con una producción cuidada hasta el último detalle y donde cada tema gira alrededor de un relato del mítico escritor estadounidense, llegando a usar un fragmento de la ópera inacabada de Debussy La Chute de la maison Usher en el tema instrumental inspirado por el mismo relato.

Corría el año 1973 y David Bowie pasaba por un momento de enorme popularidad y, probablemente, por uno de los estilos de vida más excesivos que se recuerden. Con Pin Ups había llegado a su fin su etapa junto a Mick Ronson (una de las más fantásticas duplas que haya existido en la historia del rock) y había enterrado a su personaje Ziggy Stardust. ¿Cual era el siguiente paso? Pues algo más faraónico, más poderoso, más loco, más grandilocuente: Bowie quería hacer su propio musical, un musical que se inspiraría en la obra 1984 de George Orwell. Los herederos del escritor no dieron su permiso pero el camaleónico vocalista decidió seguir adelante para parir Diamond Dogs. Era el primer disco desde 1969 en el que no tocaría ninguno de los músicos que habían formado sus Spiders from Mars, Bowie creaba un nuevo personaje (Halloween Jack, que solo usaría para este disco) y había decidido mezclar la conocida obra de Orwell con una visión post-apocalíptica combinando decadentismo y glam con la que daría carpetazo a esa etapa para avanzar hacia las influencias más blues-soul que rodearían a su siguiente personaje.

Para The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table no fue un libro la inspiración de Rick Wakeman sino que decidió profundizar más y estudiar ocho obras distintas sobre las leyendas artúricas, tomando posteriormente las que le resultaron más “coloridas” y acordes al tono de la obra. Era el tercer trabajo en solitario del mítico y excesivo teclista de los Yes, quien ya había lanzado antes otros dos discos conceptuales. Un disco sinfónico y progresivo que cuenta con narrador, dos vocalistas y orquesta sinfónica acompañando a la banda de Wakeman y donde jamás se escatima en producción, complejidad, pompa y grandilocuencia. Sorprendentemente tuvo bastante éxito comercial en su momento, llegando al número 2 de las listas británicas, al 21 de las estadounidenses, siendo certificado oro en varios países y vendiendo en todo el mundo 12 millones de copias. Incluso el tema Arthur ha sido utilizado en varias ocasiones por la BBC como sintonía para cubrir las elecciones en Reino Unido.

Y acabamos nuestro recorrido en Italia. Si abría el artículo con un disco que nos sorprendía por estar inspirado por El Estado y la Revolución de Lenin la obra elegida para cerrar tampoco se queda atrás a nivel sorpresivo: El Origen de las Especies de Charles Darwin fue la inspiración del disco Darwin! de los progresivos romanos Banco del Mutuo Soccorso. Musicalmente inspirados por los grandes del prog-rock y el art-rock británicos como Gentle Giant, Pink Floyd o sobre todo Emerson, Lake & Palmer estos italianos decidieron que las letras de su segundo trabajo estarían basadas en la obras del histórico naturalista británico. Un disco de gran riqueza armónica y cargado de cambios de ritmo y compás lleno de piezas sublimes y complejas. Completarían así uno de los trabajos definitivos y esenciales del prolífico prog-rock italiano de los años 70, al nivel de otros grandes de aquella escena como los más populares Premiata Forneria Marconi.

Cómo instalar F-Droid

Ayer os hablaba de BaldPhone, una capa de personalización de Android pensada para mejorar la accesibilidad del sistema operativo a personas con problemas de motricidad o visión. Una de las cosas que comentaba es que se puede descargar desde los repositorios de F-Droid, lo que ha llevado a varios lectores a preguntarme ¿Qué es F-Droid y cómo puede usarlo?

Bueno, F-Droid es un repostirio, similar a una tienda de aplicaciones como Google Play o Amazon Store, pero solo con licencias libres o de código abierto.

¿Cómo se instala F-Droid?

Lo primero que tenemos que hacer es permitir la instalación de aplicaciones que no estén en el Play Store. Lo habitual es irnos a Ajustes->Seguridad en nuestro móvil y marcar la opción Orígenes Desconocidos o Fuentes Desconocidas, para que nos permita instalar aplicaciones en nuestro dispositivo, aunque según el modelo de teléfono esto puede cambiar. Por ejemplo en Huawei hay que ir a Ajustes->Seguridad y Privacidad->Ajustes Adicionales->Instalar Aplicaciones de Fuentes Externas y allí darle permisos a la aplicación desde donde vayamos a hacer la descarga (el navegador, ya sea Chrome, Opera, Mozilla…)

Después hay que entrar en este enlace, que es el del proyecto F-Droid, y pulsar el botón Descargar F-Droid.

Una vez descargado nos vamos a la ubicación de las descargas y buscamos el fichero FDroid.apk que, al pulsarlo, nos dará la opción de Instalar.

Una vez instalada la aplicación la abrimos y nos vamos a Ajustes (abajo a la derecha). Allí en la opción Repositorios podremos elegir de qué repositorios queremos poder descargar aplicaciones. Por defecto trae cuatro y solo estará seleccionada la primera (el repositorio oficial de F-Droid), aunque más adelante podrás añadir más. Las otras tres que trae por defecto son F-Droid Archive, que incluye versiones antiguas del software del repositorio oficial, Guardian Project, con aplicaciones de seguridad y privacidad de dicho proyecto, y Guardian Project Archive, con aplicaciones antiguas de dicho proyecto.

Baldphone: mejora la accesibilidad de un smartphone para personas mayores o discapacitadas

BaldPhone es una capa de personalización gratuíta para sistemas operativos Android creada por un desarrollador israelita que pone énfasis en la accesibilidad. Busca hacer más fácil el uso del teléfono a personas con problemas en la vista o de motricidad. Se trata de un proyecto de código abierto liberado bajo la licencia Apache 2.0 con el que se puede colaborar a través de GitHub.

Además del diseño específico para ayudar al usuario también incluye características muy interesantes coo recordatorios de medicación, asistente por voz, botón “gordo” para llamar a emergencias (incluyendo dos números de contacto de emergencia además del 112) y gestión simplificada de las notificaciones. Además el canal de youtube del proyecto nos proveerá de tutoriales en vídeo que ayudan a familiarizarse con el funcionamiento de BaldPhone.

Puede descargarse desde el repositorio de software libre F-Droid y es compatible con todas las versiones de Android desde la 5.0. Se trata de un software gratuito y libre, sin publicidad ni micropagos freemium, aunque se puede colaborar económicamente con el mismo a través de la plataforma Patreon.

Musiqueando 16 (20191223)

Yo no es que sea muy navideño yo pero cualquier excusa es buena para un Musiqueando nuevo, así que vamos con un Musiqueando de navidad. A los yankees les flipan este tipo de discos, que en cambio en España suele ser casi siempre aterradores. Siempre me han fascinado, para mal, esos recopilatorios que suelen usar en grandes superficies comerciales o en la megafonía de pueblos y ciudades: tanto clásicos en castellano como adaptaciones de temas populares estadounidenses traducidos son ejecutados en esas grabaciones, ejecutados en el peor sentido de la palabra. ¿Pero costaba tanto pagar a unos músicos de sesión que hicieran un trabajo decente? ¿Grabó el disco el productor en su casa, con sus sobrinos berreando los estribillos y su tío Paco borracho con un ukelele mientras la abuela Marifé rascaba la botella de anís? Porque suena así ¿intentaba que la grabación reprodujera fielmente el acoholizado final de la cena navideña familiar en lugar de que fuera una grabación aceptable? Eso ya lo reflejaron más crudamente los suecos Finnegan’s Hell.

Muchos de los muy duchos en este tipo de discos, porque hay gente muy aficionada a escuchar discos navideños, afirman que A Christmas Gift for You from Phil Spector  (en su primera edición se tituló A Christmas Gift for You from Philes Records) es la mejor aproximación a los clásicos navideños estadounidenses que se haya hecho desde la música comercial. En él se recopilan varios villancicos seculares estadounidenses interpretados por The Ronettes, The Crystals, Bob B. Soux y Darlene Love junto a varios de los habituales sesioneros que contrataba Spector, miembros de la llamada Wrecking Crew. Por su parte Phil Spector dejó su sello como productor con su particular técnica llamada “Wall of Sound” en un trabajo donde el soul, el pop y el R&B daban un lavado de cara a esos temas navideños, participando también como vocalista en la final Silent Night. La primera edición fue un fracaso comercial, el haber sido publicado el mismo día en que Kennedy fue asesinado eclipsó la noticia del lanzamiento, pero las sucesivas reediciones sí lograron unas ventas más que decentes, incluso logrando colarse en el Billboard 200 por primera vez el pasado año, entre diciembre de 2018 y enero de 2019, coincidiendo con el ecuador de la condena de 19 años por asesinato que el productor cumple en una prisión californiana.

Algunos otros de los muy duchos en este tipo de discos, por otra parte, disienten con la afirmación anterior y opinan que el mejor disco navideño no fue el producido por Spector sino que ese honor debería caer en el Elvis’ Christmas Album de Elvis Presley. Grabado en Hollywood en 1957 fue el tercer disco de estudio de El Rey. Un disco que salió acompañado de polémica dado que Irving Berlin se sintió ofendido por la versión de su tema White Christmas e inició una campaña de boicot con escaso éxito en los EEUU pero que sí logró que el tema no tuviera difusión en las radios canadienses. El disco recoge ocho temas navideños reinterpretados en clave de rock and roll y R&B y cuatro de gospel que habían sido previamente editados en el EP Peace in the Valley de aquel mismo año.

Algunos expertos dicen que el de Elvis y otros dicen que la producción de Phil Spector, pero mi elección personal no va para ninguno de esos dos sino para The Jethro Tull Christmas Album. Publicado en 2003 sigue siendo a estas alturas el último disco de estudio de la legendaria banda británica, donde conjugan composiciones propias con arreglos de temas tradicionales. Realmente casi la mitad de las canciones ya aparecían en discos anteriores de Jethro Tull, aunque algunas lo hacen aquí bastante retocadas como puede ser el caso de Bourée, una adaptación de la preciosa Bourrée en Mi Menor de Johann Sebastian Bach. Los elementos de folk rock que se conjugan con algo de jazz fusión y de rock progresivo le dan a este disco un delicioso regusto pagano y saturnal.

Una cosa que me sorprende constantemente es como ya aceptamos por tradicionales muchos villancicos que realmente vienen de la cultura popular estadounidense, que no son reconocidos muchas veces como tal por tener la letra traducida y que han desplazado del imaginario popular a los temas verdaderamente tradicionales. En Galicia por suerte tuvimos a Fuxan os Ventos, que en 1978 se dieron el trabajazo de recopilar y arreglar canciones navideñas tradicionales gallegas, panxoliñas, para el que sería su tercer disco: Galicia Canta ó Neno, un proyecto que ya venía gestándose desde que habían hecho una gira con el mismo nombre en 1975. En esta ocasión el grupo dejaba de lado la canción protesta con fuerte compromiso social que había caracterizado sus primeros trabajos para hacer un trabajo de recopilación que a su valor musical suma un alto valor etnológico, ayudando a la conservación y difusión de estas composiciones.

Si hay una persona que represente como nadie la elegancia en la música esa es la italiana Mina Mazzini. La cantante lombarda se atrevió durante sus carrera con múltiples géneros: jazz, bossa nova, pop, soul, disco, canción melódica italiana… Desde los años 70 ha estado retirada de la actividad en directo pero sigue publicando discos anualmente en los que demuestra que conserva todo el poderío de su voz. En 2013 decidió lanzarse a cantar villancicos estadounidenses en clave de jazz, en una producción arropada por Disney que, además, marcó su última colaboración con el compositor, arreglista y director de orquesta Gianni Ferrio: Christmas Song Book, un disco en el que canta una docena de villancicos estadounidenses en inglés.

Si bien en el mundillo metalero se han hecho diversas recopilaciones de temas navideños grabados por bandas más o menos exitosas o por agrupaciones ad-hoc de músicos all-star la mayoría dejan bastante que desear, quedando más como grabaciones en el mejor de los caso anecdóticas y en muchos otros resultado hasta paródicas. Pero sí hay una banda que se tomó muy en serio el asunto de grabar un disco navideño: los estadounidenses Trans-Siberian Orchestra, el grupo spin-off de Savatage. El génesis del proyecto lo encontraríamos en la ópera metalera Dead Winter Dead de Savatage de 1995, en el tema Christmas Eve-Sarajevo 12/24 donde Al Pitrelli se despachaba muy agusto con su guitarra mezclando dos clásicos navideños como la inglesa God Rest You Merry Gentleman y la ucraniana Shchedryk. El éxito del single motivó al productor Paul O’Neill a montar un proyecto que combinara el metal sinfónico y épico de Savatage con una producción al viejo estilo arena rock y arreglos vocales propios de Broadway. Contando con los músicos que habían grabado Dead Winter Dead, más el teclista y arreglista Bob Kinkel y varios vocalistas se gestó Christmas Eve and Other Stories, un disco que originalmente nació como un proyecto paralelo a Savatage y que acabaría por vender tres millones de copias, más que ningún trabajo de la banda de Florida, y por tener dos secuelas.

En este punto ya hemos tenido una buena variedad musical: R&B, soul, rock, folk, jazz, metal… un poco de todo. Para despedir el listado nos ponemos punkis y recuperamos la que es “la canción navideña más radiada en Reino Unido en el siglo XXI” Con este clásico de The Pogues de 1987 os deseo felices fiestas, en 2020 más Musiqueando para todos.

Servicios de correo web alternativos a GMAIL y Outlook

Que hoy por hoy Gmail es el más popular de los servicios de correo electrónico gratuitos es de perogrullo, hace años que desbancó al entonces líder Hotmail (hoy Outlook) y no hay que extrañarse: funciona bien, es fiable, tiene app para dispositivos móviles, permite almacenar unas cantidades enormes de datos, enviar correos con adjuntos de tamaños descomunales… pero claro, está el tema de la privacidad. El correo es gratis, pero lo pagas con tus datos. Si no quieres que Google acceda a ellos tienes alternativas, pero otras grandes empresas como Outlook o Yandex al final van a ser más de lo mismo en ese terreno. Existen alternativas con empresas más pequeñas que te dan un mayor control sobre tu privacidad, aunque la mayoría son de pago. Voy a recomendar aquí tres que tienen opción de cuenta gratis por si os interesa:

  • ProtonMail: Esta es seguramente la más popular de las alternativas a las grandes proveedoras de correo por sus excelentes calificaciones en el terreno de la seguridad, ya que nos ofrece un cifrado fuerte de las comunicaciones. Ofrece cuatro planes de pago: el gratuito (Free), el Plus, el Visionary y el Professional. Si optamos por la versión gratis nos ofrece 500 megas de almacenamiento, un límite de 150 envíos al día y soporte técnico a través de email. Tiene app nativa para iOS y Android.
  • Tutanota: Un proyecto de correo electrónico con clientes desarrollados bajo licencia de software libre y que también hace énfasis en la seguridad, ofreciéndose además como un servicio ecológico (se compromenten a alimentar sus servidores con energías renovables). Ofrece tres planes de pago: Free, Premium y Pro. Si optamos por la versión gratis nos ofrece 1GB de almacenamiento en un correo con dominio de Tutanota, un calendario también con datos encriptados, un servicio de compresión de correos para ahorrar almacenamiento y la posibilidad de ampliar el almacenamiento pagando puntualmente sin tener que contratar un plan superior. Existe app para Android, F-Droid e iOS.
  • GMX: Es un servicio de la empresa Mail.com, propiedad del proveedor 1&1, que ofrece un correo gratuito con dominio GMX y mútiples herramientas como calendario, cifrado GPG, suite ofimática, almacenamiento cloud… pretendiendo ser lo más cercano posible a la oferta que realiza Gmail. Ojo porque en su página principal sí tiene anuncios. Cuenta con app para Android y para iOS.

Hay un par de proyectos que querría mencionar ya que, aunque no tienen plan gratuito sí ofrecen muy buenas prestaciones y su precio es muy bajo: Fastmail y Posteo.

Fastmail ofrece un plan de 3 euros al mes que da 2 GB de almacenamiento, servicio de calendario encriptado y da un periodo de prueba de 30 días. Además cuenta con varias potentes herramientas y una experiencia de usuario muy buena con su app móvil.

Por su parte Posteo cuesta solo 1 euro al mes, ofrece calendario cifrado, libreta de direcciones cifrada y correo cifrado y además afirma comprometerse a utilizar energías renovables y financiarse por medio de banca ética.

Recursos online gratuitos para aprender gallego.

Ya sea porque vayas a emigrar a Galicia, porque ya vivas allí, porque quieras opositar, por ser más eficiente en tu trato con el público o por el mero placer de aprender otro idioma, las motivaciones para estudiar gallego son múltiples y todas muy válidas. Para facilitarnos la labor en internet tenemos una serie de recusos gratuitos:

Galego RAG (normativo):

O portal da Lingua: La propia Xunta, a través de la Secretaría Xeral de Política Lingüística, ofrece una plataforma de teleformación donde podremos encontrar cursos para preprar el examen de certificación CELGA o cursos específicos para funcionarios de lenguaje jurídico y administrativo.

Tradutor Gaio: Un traductor gratuito desarrollado también por entidades públicas y disponible en formato web, app para Android y app para iOS. Los idiomas soportados son gallego, portugués, castellano, catalán, inglés y francés.

Isto é Galego!: Ofrecida por Cuac FM, esta plataforma está disponible a través de web y de app para Android e iOS. Son una serie de audios donde, a través del humor, puedes ver una aproximación menos formal, con un lenguaje coloquial y muchos modismos.

Conxugalego: Los verbos y sus conjugaciones suelen ser una de las dificultades al estudiar una lengua romance. Esta aplicación de SmartGalApps nos pedirá que insertemos el infinitivo de un verbo para devolvérnoslo conjugado en todos sus tiempos. Está disponible para Android y para iOS.

Dicionario RAG: Otro elemento importante a la hora de aprender un idioma es contar con un diccionario. El de la Real Academia Galega está disponible en su web, también para Android e iOS.

Dicionario de Sinónimos: Un proyecto de la Universidad de Vigo que nos dotará de un práctico diccionario de sinónimos, una ayuda para tener un vocabulario más amplio.

Galego internacional (reintegracionismo):

Los recursos arriba listados están enfocados a la normativa ortográfica oficial de la RAG. Existen también un movimiento que reclama una ortografía confluyente con la lusofonía, más cercana al portugués. Se habla de esta forma de galego internacional, puesto que el portugués es uno de los idiomas más hablados del mundo con casi 300 millones de hablantes y siendo oficial en 9 países, y de reintegracionismo, ya que en sus inicios gallego y portugués fueron un mismo idioma.

Dicionário Estraviz: Un completo diccionario de gallego internacional. Incluye un anexo con léxico gallego de uso común en portugués.

A Nossa Galáxia: Colección de recursos lingüísticos para profundizar en el estudio de la normativa reintegracionista.

Vocabulário Ortográfico: Una recopilación de vocabulario de Galicia y el norte de Portugal a cargo de la Academia Galega da Lingua Portuguesa.

Otros consejos:

Estos recursos, junto al estudio y la convesación, pueden ser muy útiles pero a la hora de estudiar cualquier idioma lo principal es consumir mucha de su producción cultural. La plataforma de préstamo de obras digitales de la red de bibliotecas públicas de Galicia, Galicia Le, ofrece muchas obras, como también lo hace Galiciana, la Biblioteca Dixital de Galicia (un proyecto algo abandonado por las administraciones). En esta entrada de El Salto Diario encontrarás también varios podcasts en gallego. También dispones de la RTVG , la corporación de radio y televisión públicas, que emite varios programas online y de la plataformá Nós Televisión con una programación variada.

Y como no, escucha mucha música. Hubo un proyecto de discográfica online con licencias Creative Commons agrupando grupos gallegos, O Toxo Rabudo. Lleva un par de años parado el proyecto y su dominio principal ya no funciona, pero todavía puede accederse a su blog para descargar los discos.