"El Castelhano"

Mientras preparaba el B2 de portugués hace un par de años escribí este cuentecillo de terror.

Enquanto estava a estudar para o exame do B2 de português há dois anos escreví esta pequena história de terror.

Foi na altura da noite do São João do 1937 que disse isto se passou. Ainda vivem numa pequena aldeia do município de Bragança, já muito idosas, as que sendo meninas conheceram a história de  “El Castelhano”, mas ainda passados mais de 80 anos não gostam de falar apesar do longínquo da data em que aconteceu.

Ele chamava-se Manuel Alcantarilla e nascera numa fazenda em Villalar no 1915, filho duns camponeses que fizeram algum bom dinheiro na Argentina, mas enquanto morou em Portugal foi nomeado “El Castelhano” pela sua origem. Ele cruzara a fronteira em novembro de 1936 para fugir da Guerra Civil espanhola mas não havia pessoa nenhuma quem soubesse com certeza a sua história. Uns diziam que ele fora militante do anarquismo e que os fascistas queriam-o prender, mas outros pensavam que ele era um rico que ficou na ruína porque os comunistas tiraram-lhe a fazenda, mas tudo era falar por falar e inventar já que ninguém conhecia a verdade.

Por meses esteve “El Castelhano” a morar na vila de Bragança, sem trabalho conhecido mas a gastar muito dinheiro em festas e vinhos. Ele era mesmo bonito, muito cortês  e espantoso dançarino e as mulheres da sua idade ficavam namoradas pelo seu charme. Os outros jovens da vila piraram da cabeça quando ele se namorara com a Joana, uma moça de 18 anos de formosa cabeleira castanha e grandes olhos pretos, muito meiga ela, de facções de muita beleza e, também, filha dum rico comerciante da vila e sobrinha também do autarca dum município vizinho. O pai da moça não ficava contente, mas ele já pensara em mandar a sua filha a estudar na Universidade de Coimbra após o verão e tinha a certeza de que ela teria de esquecer-se lá daquele namorado que só gastava dinheiro em tabernas.

Foi na manhã do 22 de junho que o pai disse à filha que tinha uma vaga na Universidade e que no mês de agosto ela teria de deslocar-se já para a casa de uns primos em Coimbra onde havia de morar enquanto estudava. A moça sentiu-se confusa, ela gostava de seu namorado mas também a ideia de conhecer uma nova cidade e de poder atingir um trabalho como doutora em medicina eram coisas que ela via atrativas.

A Joana foi falar com “El Castelhano” para lhe contar as novas sobre os seus estudos mas este não gostou. Ele falou sapos e culebras do pai e das mulheres que queriam estudar e trabalhar e, após isso, fez uma proposta a Joana: roubar o dinheiro e as jóias da família e fugir juntos num barco até o Brasil ou a Cuba. A moça não entendeu e ficou machucada pelas palavras do seu namorado.

Nessa noite do 22 de junho alguns vizinhos da vila ouviram na noite um cavalo a correr muito rápido. Na manhã do 23 os gritos duma mulher atingiram os ouvidos da população, era a criada da família da Joana que nessa manhã achou ela e o pai mortos, com duas facadas nas costas. Os vizinhos foram na procura do namorado mas nem ele nem coisa alguma das suas pertenças puderam achar. A notícia correu bem as pressas e não tardou em ser conhecida pelo tio da Joana, que ordenou que a polícia toda começara a procura do suspeito criminoso. Os homens das duas vilas foram na caça do nomeado assassino, uns por sentido da justiça e outros com ideia de receber algum pagamento do rico autarca, destrozado pela dor da morte de seu irmão e sua sobrinha. O poder daquele homem era muito, e até o engenheiro Álvaro da Lima Henriques foi avisado para procurar ao criminoso nos comboios e estações de todo Portugal. Mas “El Castelhano” era muito esperto em fugidas e por isso escolheu percorrer os montes nos lombos dum cavalo, imitando a forma que usara para fugir até Portugal. Ele cavalgou até que o animal ficou sem forças e, sabendo que estariam já na sua procura, decidiu seguir a caminhar. Ele sabia  que tinha de esquivar as grandes vilas para fugir da a polícia, e a sua ideia era chegar até o sul e pegar um barco até Marrocos, morar no Tânger enquanto gastava o dinheiro roubado.

Quando começou a caminhar a névoa tingiu de gris o ar ao redor dele e os caminhos voltaram-se confusos. O fugitivo começou a sentir que as coisas estavam a se lhe trocar na contra. Por seis horas ele andou por caminhos entre os pinheiros até que viu um velho cruzeiro que conhecia muito bem, e então compreendeu que estava a caminhar na direção contrária, e que desfizera o caminho ganhado. A névoa era cada vez mais fechada e o sol começava a se ocultar. As muitas horas de caminho e carga faziam que “El Castelhano” tivesse dores nos joelhos e ficava já fatigado. Quando a noite pintou o céu de cores pretas ele já não fazia ideia de que caminho seguir e decidiu procurar um abrigo onde dormir. Ele achou uma cova e decidiu guardar-se nela.

Dizem as que recordam ainda essa noite do São João que os lobos uivaram a noite toda. No dia seguinte um grupo de homens que procuravam ao fugitivo acharam o seu corpo fora da cova onde se escondera. Alguém tinha tirado a língua da sua boca e metera-lhe as jóias dentro dela. Os seus olhos mortos tinham ainda o reflexo do medo aterrador. Há quem pensa que foi algum amigo das vítimas quem lhe deu tal morte, mas também há quem diz que na noite do São João as almas dos defuntos andam pela terra, e algumas têm contas que saldar.

John Carpenter “for dummies”: ¿Por dónde empezar con su filmografía?

Mi idea original era escribir un “Director for dummies” al mes, pero el inicio de 2019 se me ha liado mucho por cuestiones de trabajo, familiares y demás. Con mucho retraso (esto tendría que haberlo escrito en enero) llega la segunda entrega, donde cambiamos radicalmente: si para el primer capítulo tuvimos a Fritz Lang en este vamos a hablar de John Carpenter.

Los lectores habituales ya sabéis de mi amor por su trabajo, en varios artículos he recomendado varias películas suyas, como en la segunda y la tercera entrega de la saga Cinco Películas, Cinco Géneros o como en mi recomendación de películas de terror claustrofóbicas.

Nacido en Carthage, Nueva York, en 1948 dicen sus biógrafos que ya desde niño tenía claro que quería hacer cine, realizando sus primeros cortos en el instituto con una cámara Super8. Su familia venía del mundo artístico pues su padre dirigía el departamento de música de la universidad de Western Kentucky, donde comenzó sus estudios para trasladarse posteriormente a la USC californiana en 1968, donde continuaría sus estudios de cine, que dejaría inacabados para poder centrarse en su primera película. En 1970 saboreaba su primer éxito siendo todavía estudiante, pues el corto The Resurrection of Broncho Billy se llevaría el Oscar a mejor cortometraje, siendo Carpenter el editor, co-guionista y compositor de la banda sonora. En 1974 lanzaba su primera película, Dark Star, y en 1978 conseguía su primer éxito de taquilla con Halloween. Los ochenta serían los años dorados de Carpenter: combinaría con maestría películas de acción, ciencia-ficción y terror logrando algún éxito más en taquilla y también firmando algunas películas que, a pesar de no tener tanto éxito en ventas, se convertirían en clásicos de culto. Los 90 se le harían más cuesta arriba y en los dosmiles estaría en un estado de semi-retiro, con solo un par de películas y un par de capítulos de la serie Masters of Horror, pero curiosamente más centrado en explotar su faceta como músico.

Se me ha hecho especialmente duro elegir tres en este caso, pero ahí vamos:

Asalto a la comisaría del Distrito 13

Voy a copiar directamente lo que dije sobre ella en otro artículo: “filmada en 1976 con un ajustado presupuesto de 100000 dólares. Afirma que se inspiró en dos películas para escribir el guión: Rio Bravo, de Howard Hawks y La Noche de los Muertos Vivientes de Romero. El planteamiento es simple: Un grupo de policías y de criminales resisten dentro de una comisaría el ataque de un numeroso  y vengativo grupo de pandilleros. Años después el propio Carpenter se auto-plagiaría tomando varios elementos, y alguna escena casi plano a plano, en Fantasmas de Marte.”

Esta película es una joya por su efectividad y simpleza, en serio que siempre he pensado que Carpenter hace magia: los actores no son buenos, los medios técnicos son limitados… pero te atrapa, te engancha. Logra crear un ambiente opresivo con muy poca cosa, logra meter al espectador dentro de las escenas, hacerle vivir la tensión de la situación. Hay un capítulo en la segunda temporada de The Punisher, en Netflix, donde se marcan un homenaje bastante claro, y ahí se ve como Carpenter con menos medios lograba hacerlo mucho más efectivo.

1997: Rescate en Nueva York

Filmada en 1981 tras dos éxitos de taquilla consecutivos: Halloween y La Niebla. Carpenter pasaba por su momento de mayor popularidad y el cine de acción se ha convertido en el género preferido de América, así que Goldcrest lo tiene claro: necesitan que Carpenter haga una película de acción. Carpenter la hace, pero a su manera: el ambiente es futurista, distópico, post-apocalíptico. Una América fascista y caótica retratada a través de actores sobrados de carisma: Ernest Borgnine, Lee Van Cleef, Donald Pleasence o un Isaak Hayes que retrata a uno de los mejores villanos mesiánicos que se hayan visto.

Y para culminar la obra nada menos que Kurt Russell convertido en Snake Plissken, el antihéroe definitivo. Un Russell que era en aquel momento una elección controvertida, pues se le asociaba a una imagen “blanda” tras haber participado en varias películas familiares de Disney, pero que logró disipar todas las dudas creando un personaje inolvidable, un personaje cínico, individualista, callado, ingobernable e implacable que se inspiraba en los personajes violentos de perfil vigilante que habían triunfado en los 70.

Halloween

Es posible que a muchos os sorprenda, pero cuando se estrenó en 1978 Halloween fue un éxito de crítica. Su violencia explícita, que hoy por hoy sería denostada por los críticos, en aquel entonces fue alabada como un soplo de aire fresco. Si en 1974 había sido La Matanza de Texas la película independiente que había revolucionado el cine de terror, Halloween era la película que finalmente definía el género de terror slasher inspirando por Psicosis de Hitchcock y que, en 1980, culminaría con la primera entrega de Viernes 13. Halloween introduce varios tópicos del género: el asesino como personaje principal de la historia, los jóvenes dedicándose al sexo y a las drogas antes de ser asesinados, el asesino que vuelve a la vida dentro de la misma película creando una sensación de mal indestructible…

Era la tercera película de Carpenter y se convertiría en su primer éxito en taquilla, convirtiéndose en aquel momento en la película más rentable de la historia, costando poco más de 300000 dólares y recaudando 70 millones en todo el mundo, además de dar lugar a una saga que generaría enormes beneficios a través de sus secuelas.

Muchos críticos han argumentado que la película puede fomentar el sadismo por la glamourización del asesino o que pretendía mandar un mensaje moralista pues es habitual que los adolescentes estén consumiendo drogas o practicando sexo antes de ser aniquilados. El director ha rechazado ambas visiones de forma explícita, argumentando que nadie en su sano juicio debería tomar a Myers como un ejemplo positivo y que, en cuanto al comportamiento de los adolescentes, simplemente consideraba que ese era el comportamiento del adolescente medio de la época.

Y hasta aquí llega esta lista. Ha sido duro dejar fuera títulos como La Cosa, Dark Star, Golpe en la Pequeña China, They Live! o La Niebla, pero creo que para hacerse una idea general, estas son las tres películas más idóneas para empezar a paladear el cine del gran John Carpenter. El maestro de la Serie B, un director que tal vez tuviera momentos flacos en la década de los 90, pero que en general nos dejó un buen puñado de títulos inolvidables y que, sobre todo, tiene una personalidad propia muy fuerte que le permitía coger todo lo que había aprendido del cine de los años 50 con el que se crió, de aquellos westerns y aquellas películas de marcianos o de monstruos, y mezclarlo para impregnarlo con su propia esencia.

Unsplash: fotografías libres para tus webs o proyectos

Ya hace unos años que no tengo que hacer páginas web y solo trabajo en desarollo de aplicaciones, aun así recuerdo que a veces era un suplicio buscar recursos por lo sitios como este Unsplash pueden resultar interesantes.


Photo by Blake Silva on Unsplash

Unsplash es un sitio web donde diversos fotógrafos comparten su trabajo de forma gratuita. Ya sea porque necesites materiales para ilustrar una web corporativa, un artículo en un blog, un trabajo académico, o incluso si solo quieres imprimir una taza bonita para regalar o cambiar el fondo de pantalla de tu escritorio, se trata de un recurso muy útil.

Las fotografías están en una resolución más que decente y aparecen organizadas en categorías bastante intuitivas. Tiene desde patrones y texturas hasta fotografías de eventos.


Photo by Juliana Malta on Unsplash

Aunque no te exijan pago, ni siquiera mención, todas las fotos te darán la oportunidad de copiar un enlace para mencionar la autoría de la foto y reconocer el trabajo de quien está tras la cámara.

Y por si te lo preguntabas, sí, hay fotos de gatos.

Fritz Lang “for dummies”: ¿Por dónde empezar con su filmografía?

He decidido hacer una  serie de entradas sobre directores de cine con copiosas producciones, remarcando con qué tres de sus magnas obras comenzaría. Intentaré aportar uno al mes.

El primer elegido es el alemán Fritz Lang. Nacido en Viena en 1890, cuando todavía formaba parte del Imperio Austrohúngaro (mi segundo imperio favorito, después del Romano durante la dinastía Flavia), antes de dedicarse al cine estudió arquitectura y Bellas Artes y combatió en la I Guerra Mundial. En 1919 filmó su primera película, la ahora perdida Halbblut, y su trayectoria se alargaría 41 años, filmando en 1960 su última obra, el final de su saga sobre el personaje del Dr. Mabuse. Se exiliaría de Alemania durante el ascenso del nazismo, a pesar de haber recibido ofertas por parte del partido para que dirigiese la UFA, y abandonaría también los EEUU a finales de los años 50 por las purgas anticomunistas del Comité de Actividades Antiestadounidenses. Volvería años después a California, donde fallecería en 1976.

15th October 1956: Austrian film maker Fritz Lang (1890 – 1976) on his return to Germany after his years in exile. (Photo by Keystone/Getty Images)

¿Con qué tres películas comenzaría yo con Fritz Lang? Pues para mi estas serían las elegidas:

Metrópolis:

Probablemente Metrópolis sea la mejor película de ciencia ficción filmada durante los años del cine mudo, dando además una mano de oscuridad distópica a un género que hasta aquel momento se movía en lo positivo, en la fe ciega en el progreso técnico como motor de mejora de la vida humana y en la utopía como visión de futuro. El guión venía de la mano de la entonces pareja de Lang, la escritora Thea Von Harvou, y la producción fue espectacular para la época, tanto la estupenda banda sonora como  los faraónicos escenarios de la ciudad estado de arquitectura art-decó.

Metropolis cartel

Como curiosidad, Lang renegó del final de la película y de la afirmación “Entre la mano y el cerebro debe mediar el corazón“.  Hay que ver el contexto político para entender esto: la película por un lado muestra la explotación de la clase obrera pero por otro lado reniega de la lucha de clases y de la revolución, llamando a la colaboración entre estas. Este concepto entronca con el sistema de corporativismo que defendían los nazis, tesis a las que la guionista Thea von Harbou era cercana. Ojo, que no estoy afirmando que Metrópolis sea propaganda fascista, simplemente que viendo el contexto político y la trayectoria de la autora es entendible que Lang se sintiera incómodo con ciertas ideas reflejadas en la historia.

M, el vampiro de Düsseldorf

El título en castellano es engañoso pues no se trata de una película de terror gótico y temática vampírica, sino de una película de cine negro con gran carga de crítica social. Es la primera película sonora de Lang y el film que lanzó a la fama a Peter Lorre, quien hasta aquel entonces se había labrado un nombre en la escena local berlinesa como actor de teatro. A nivel histórico la película es importante por ser una de las primeras en las que se utiliza un leitmotiv (la melodía de En el salón del rey de la montaña de Grieg que silva el asesino) y por haber sentado las bases del cine negro.

Durante la película se denuncia como el miedo, la paranoia, los bulos y la idea de la existencia de un enemigo común acaba llevando a la gente a estar dispuesta a cometer cualquier acto aberrante. Como incluso policía y criminales pueden compartir los mismos intereses en un caso tan extremo. De nuevo hay que ver el contexto histórico, con el nazismo mostrando un ascenso imparable en Alemania (dos años después se harían con el poder) y el discurso del odio presente ya en el día a día.

Peter Lorre M

Aunque el título en castellano indique otra cosa, la película se ambienta en Berlín. Si bien no se cita de forma explícita ninguna ciudad sí se hace referencia a calles berlinesas y se ve un mapa de Berlín en la comisaría. La referencia a Düsseldorf viene de uno de los casos reales que inspiraron el guión, el del asesino en serie de niños Peter Kürten que sí actuaba en dicha ciudad.

Otra de las grandezas que me gustaría destacar de esta película es lo bien que envejece. La película sigue resultando sobrecogedora a la par que fresca a pesar de haberse filmado en 1931. Si comparamos con Metrópolis, que se rodó solo cuatro años antes, M no da la impresión de ser una película tan antigua. Según he podido leer, Lang declaró que es la favorita de entre sus obras.

Los verdugos también mueren

No es una de las películas más famosas de Fritz Lang, pero nuevamente el contexto histórico es determinante. En este caso nos encontramos a varios expatriados alemanes en los EEUU huyendo de la amenaza fascista. Bertolt Bretch firmará el guión de esta película donde el cine bélico se da la mano con el thriller y la banda sonora vendrá de la mano de Hans Eisler, habitual colaborador de Bretch y autor posteriormente del himno de Alemania Oriental. La dirección de fotografía recaía en James Wong Howe, uno de los más innovadores camarógrafos de su época.

Los verdugos también mueren

La película es una reconstrucción ficticia de un hecho real: el asesinato del líder nazi Reinhard Heydrich, conocido también como El Verdugo o El Carnicero de Praga por sus brutales métodos. Si bien no es fiel al hecho histórico que relata, ocurrido solo unos meses antes y del que no se conocían todavía los detalles, sí resulta un gran homenaje a la memoria de la resistencia checa al nazismo.

La película tuvo impacto social en su momento, en 1943 todavía mucha población estadounidense no estaba convencida de la conveniencia de la intervención militar en África y Europa y creían que su país debía centrarse solo en la guerra del pacífico. Esta fue una de las películas que ayudaron a decantar a la opinión pública en favor de continuar la intervención militar en Europa. Irónicamente pocos años después el Comité de Actividades Antiestadounidenses consideraría que la película era propaganda comunista y su reproducción quedaría prohibida allí hasta los años 70.

Comando cmatrix: haciendo un poco el tonto en Linux.

Vamos con una de esas tonterías que a veces publico sobre Linux, que no son muy prácticas pero sí divertidas, como cuando hicimos que la consola nos insultara. Vamos a ver cómo convertir nuestro terminal en la consola de la popular película The Matrix.

Empezamos por instalar cmatrix desde nuestra consola de comandos tal que así:

sudo apt-get update
sudo apt-get install cmatrix

Una vez instalado solo tenemos que invocar el comando cmatrix en la consola para conseguir este bonito efecto:

ejecución cmatrix


Just Imagine… Cuando Stan Lee reescribió el universo DC

Tras la muerte de Stan Lee no han parado de sucederse los homenajes, y no es para menos pues se trata de una auténtica leyenda de los cómics. Como guionista, editor y empresario el nombre de Stan Lee siempre será sinónimo de Marvel Comics. Pero ¿Qué habría pasado si el viejo Stan en lugar de tener su propia editorial hubiera trabajado para otra? ¿Podría ser esto un argumento de uno de aquellos What if…? de la Marvel? Podría, pero realmente fue algo que ocurrió a principios de los dosmiles.

Just Imagine… fue una serie de 13 números autoconclusivos e independientes publicada por DC entre 2001 y 2002. De hecho posteriormente se publicaría en 3 tomos titulados más explícitamente Just Imagine Stan Lee Creating the DC Universe. La idea era juntar a varios dibujantes estrella de la casa como Joe Kubert, Bachalo, Walt Simonson o Jim Lee con Stan Lee para reescribir los orígenes de varios personajes principales del universo DC.

Batman Stan Lee

De esta forma Batman se reconvertía en un ex militar afroamericano que amasó su fortuna con una fugaz carrera en la lucha libre, Wonder Woman aparecía como una mujer latinoamericana que obtenía los poderes de una diosa inca, Superman se convertía en un policía kriptoniano que en su planeta natal no era excepcionalmente poderoso pero que ve amplificado su poder en la Tierra, Robin se tornaba un esbirro de un villano cuyo objetivo era matar a Batman, Flash era una mujer que obtenía sus poderes por un tratamiento médico experimental para una extraña enfermedad y Sandman un astronauta que fue traicionado y dado por muerto por un compañero durante un paseo espacial.

JLA Stan Lee

¿Eran evidentes los guiños a los orígenes de otros personajes del Universo Marvel? Lo eran. Siendo sinceros, no se trataba de una serie de tebeos especialmente buenos, y se nutrían más del morbo de Stan Lee trabajando para DC que de ser historias realmente brillantes. Desde luego no está ni entre lo mejor de la producción de DC, ni entre los trabajos más brillantes de Stan Lee ni entre las obras esenciales de la historia del cómic. Pero siempre estarán ahí como una de esas grandes anécdotas del tebeo americano: Cuando el fundador de Marvel hizo una serie para su tradicional y más grande rival.


Sobreviviendo: 7 películas aterradoras y claustrofóbicas.

Una clave para toda historia de terror es la existencia de un peligro mortal amenazando las vidas de todos o al menos alguno de los personajes. Puede ser un peligro explícito, aterrador a plena luz, o puede ser un peligro sutil sugerido entre sombras, pero siempre tiene que existir la combinación de la certeza de una amenaza junto a la sensación de carecer de control sobre la situación. Para acentuar esto último nada mejor que añadir un contexto donde el movimiento de los personajes se encuentra restringido, donde la posibilidad de huida está limitada. Si eres de quien disfrutan de esa sensación de peligro agobiante y claustrofóbica seguramente puedas degustar y apreciar esta serie de películas:

  • Asalto a la comisaría del distrito 13:  Una de las primeras películas de John Carpenter, filmada en 1976 con un ajustado presupuesto de 100000 dólares. Afirma que se inspiró en dos películas para escribir el guión: Rio Bravo, de Howard Hawks y La Noche de los Muertos Vivientes de Romero. El planteamiento es simple: Un grupo de policías y de criminales resisten dentro de una comisaría el ataque de un numeroso  y vengativo grupo de pandilleros. Años después el propio Carpenter se auto-plagiaría tomando varios elementos, y alguna escena casi plano a plano, en Fantasmas de Marte.asalto
  • La noche de los muertos vivientes: Filmada en 1968 por un joven descendiente de gallegos afincado en los Estados Unidos, es una película que cambiaría el cine de terror para siempre. George Romero daba aquí inicio al cine de zombies que posteriormente nos traería películas tan populares como Demons, Nueva York bajo el terror de los Zombies, Shawn of the Dead, 28 Días Después o No Perturbar el Sueño de los Muertos. Pero sin esta cinta de Romero el término zombie no nos haría pensar en un cadáver putrefacto andante sino en un personaje de la mitología caribeña. De hecho no se usa la palabra zombie en toda la película y, años después, el propio Romero afirmaba que la idea principal de la película era mostrar el comportamiento de la gente durante un cataclismo impensable, inasumible para la mente humana. Fueron muertos que se alzaban de sus tumbas, pero podrían haber sido una invasión alienígena, una plaga de insectos carnívoros o un terremoto. La cuestión es que 50 años después de su estreno los muertos andantes de Romero siguen muy vivos, y es que estar atrapado con un grupo de desconocidos en una casa rodeada de cadáveres revividos caníbales sigue siendo un concepto terrorífico. Como curiosidad, la película por un tema de derechos ha quedado para dominio público desde hace años.

  • La Última Casa a la Izquierda: Me debatía entre esta y Las Colinas Tienen Ojos, ambas de Wes Craven. Filmada en 1972 con un presupuesto de 87000 dólares sigue siendo una película perfectamente aterradora por su violencia, sadismo y realismo, a pesar de algún puntual fallo de guión. En esta película nos encontramos dos partes diferenciadas: una tipo slasher, con criminales sádicos y víctimas adolescentes, y otra de venganza donde la sangre y la violencia no rebajan sus niveles mientras los criminales reciben un escarmiento brutal y despiadado.La última casa
  • Funny Games: El género de terror había sido quemado en Hollywood durante la segunda mitad de los 80 (que duró hasta 1993, como todo el mundo sabe) con contínuas secuelas de sus sagas más populares: Pesadilla en Elm Street, La Matanza de Texas, Halloween, Viernes 13, Muñeco Diabólico… así que en los 90 poca gente tenía ganas de explorar el terror. En 1996 Craven lanzaba Scream, diseccionando los tópicos del género, pero la bocanada de aire fresco llegaría durante Cannes en 1997: Funny Games, del alemán Michael Haneke, impactaba al público del festival y recibía la loa de la prensa. Sadismo, tortura y violencia añadiendo la indefensión de recibir el ataque en su propio hogar, rompiendo su entorno seguro. Haneke lograba así llamar la atención de la industria con esta cruda y atemorizante película.funny games
  • Alien: El octavo pasajero: Ridley Scott sabía que tras el estreno de Star Wars, en 1977, la gente tenía ganas de más historias ambientadas en el espacio. Un año y unos meses después, con esta combinación entre terror  y ciencia ficción,comenzaba una de las sagas más conocidas y lucrativas del cine. Sin ayuda posible, encerrados en una nave (En el espacio nadie puede oír tus gritos, rezaba la promo), con una voraz criatura dándoles caza y con la sospecha instalada entre todos los personajes veremos a Sigourney Weaver convertir a su Ellen Ripley en uno de los personajes más icónicos del cine, una de las heroínas definitivas de la ciencia ficción.Alien
  • Cube: El mismo año en que Haneke revitalizaba el terror con Funny Games el canadiense Vincenzo Natali filmaba la película que arrasaría en la edición de 1998 del festival de Sitges. Un laberinto de habitaciones cúbicas con trampas, sin más contexto, sin conocer el porqué ni las motivaciones de su fabricación, simplemente una trampa letal y agobiante donde la colaboración es esencial para resolver sus complejos rompecabezas.Cube
  • La Cosa: Carpenter de nuevo, pero ahora con más pasta. De nuevo se inspiraba en Howard Hawks, pero en este caso para marcarse un remake de El Enigma de Otro Mundo y, teóricamente, inicia una trilogía apocalíptica lovecraftiana que continúa en El Príncipe de las Tinieblas y concluye con En la boca del Miedo. Atrapado en una base en medio de la Antártida con un bicho terriblemente destructivo y absolutamente impredecible, el bueno de Kurt Russell nos regala uno de sus mejores papeles y Carpenter la que seguramente haya sido su película más recordada, o al menos la más taquillera.La Cosa